EDUCAÇÃO FINANCEIRA > COM RELAÇÃO AO DINHEIRO SOMOS RACIONAIS OU EMOCIONAIS?
Essa é uma dúvida que paira na cabeça de muitas pessoas e famílias em todo o mundo. Segundo Daniel Kahneman, psicólogo e ganhador do prêmio Nobel de Economia em 2002, constatou-se em um de seus estudos que SOMOS SERES EMOCIONAIS quando se trata de nosRELACIONARMOS COM O DINHEIRO. Isso é tão verdade que se fossemos racionais com relação às nossas finanças pessoais, não haveria a necessidade de contribuirmos compulsoriamente com a Previdência oficial, logo, seríamos “capazes” de designarmos todos os meses uma parte de nossa receita para uma confortável aposentadoria, disse Daniel. Mas sabemos que isso não acontece.
Uma pesquisa efetuada recentemente pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais brasileiras, abordando 662 pessoas, com idade acima de 18 anos, de todas as classes sociais e de diversos gêneros, prova que o brasileiro não tem como prioridade em sua vida o controle financeiro e falta disciplina para conter os gastos, principalmente aqueles desnecessários.
Na conclusão da pesquisa, é ressaltada essa triste informação, mostrando que de cada 10 pessoas entrevistadas 31% não se consideram suficientemente organizadas financeiramente e 69% admitem não terem qualquer tipo de controle de suas receitas, despesas e investimentos, logo, as pessoas sequer tomam nota daquilo que gastam, que com essa simples ação já poderia reduzir em até 12% dos seus gastos mensais, sem perder Qualidade de Vida.
O governo por sua vez, incentivou todas as famílias - após a crise de 2008 - a tomarem crédito com as instituições financeiras, levando muitas pessoas ao endividamento, pois era fácil e farto o acesso ao crédito, ainda mais com uma taxa básica de juros, na época, na casa de 7,25% ao ano. Diante dessa situação, sabemos que este acesso ao crédito é positivo, porém, ele deveria ser adquirido com cautela e administrado com inteligência, só que isso não aconteceu. Tudo isso aconteceu sem que houvesse qualquer tipo de Educação Financeira para a população, não demonstrando à população os detalhes e a importância de cada produto financeiro em suas vidas, potencializando o ímpeto pelo crédito e a ansiedade pelo consumo, fazendo com o que esse endividamento aumentasse ainda mais ao longo dos anos.
Apesar de a pesquisa mostrar dados importantes sobre a saúde financeira do brasileiro, um deles se destaca: O brasileiro saltou de 19% de comprometimento da renda mensal com os bancos em 2005 para 46% em 2014. A principal razão para este fato grave é a falta de planejamento, que é sempre justificada com diversas as mais diversas desculpas, dentre elas, a PREGUIÇA de poupar, a FALTA DE DINHEIRO devido à gastança e o NÃO SABER POR ONDE COMEÇAR para não se comprometer em mudar de postura. A única certeza que temos é que a necessidade de nos planejarmos eminente e imediata, pois quanto mais procrastinarmos, ou seja, quanto mais deixar para amanhã esta ação, piores serão as suas consequências.
Quanto aos meios de pagamento das pessoas endividadas, o maior vilão continua sendo o cartão de crédito, que segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) corresponde a 74,6% do endividamento das famílias brasileiras em Dezembro de 2014, mas, será que o problema está com a fatura do cartão ou com as despesas realizadas sem qualquer tipo de controle financeiro? O pior é que muitos fazem do cartão de crédito, não somente um instrumento para rolagem de suas dívidas, mas também, sua segunda fonte de renda.
De cada dez consumidores, somente dois conseguem chegar ao final do mês pagando as suas contas em dia. Outros 22% honram seus compromissos financeiros, mas também não conseguem poupar ou investir, sendo que Poupar é o simples ato de economizar e guardar dinheiro, mas Investir é colocar o seu dinheiro para trabalhar para você e por você. Das pessoas que fazem o controle do orçamento (59%), 23% têm como meio para isso um caderno de anotações, 32% fazem uso de planilhas eletrônicas e 4% somente tem registro desses dados via aplicativo no celular. Um ponto interessante da pesquisa realizada está no percentual de indivíduos consultados que utilizam somente a contabilidade mental para seu controle financeiro, ou seja, os que fazem somente as contas de cabeça, que corresponde a 26% dos entrevistados.
Diante desses números, devemos deixar as emoções e a compulsividade por compras de lado e sermos mais racionais com o uso do nosso dinheiro, pois o ser humano trabalha mais de 70% de sua vida correndo atrás do dinheiro e pode acabar ficando sem ele quando mais precisar, devido à preguiça de querer saber mais e por sempre pensar que não sabe por onde começar. Pense nisso!
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